REFERÊNCIAS:
- Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Futsal – FutSagres: Sábado, 22 de Novembro, 17h00, AD Fundão x Alpendorada, Pav. Municipal do Fundão.
REFERÊNCIAS:
Os dedos tremem ao escreverem o que sinto e o coração ainda bate mais depressa quando “vejo” os minutos finais e a crueldade que acabou por nos acontecer. Não ha rigorosamente nada que nos conforte, que nos sossegue, tranquilize ou pacifique este sentimento de tristeza, angústia, aperto na alma e no coração, desgosto pessoal, individual e colectivo. Hoje não transmito mais nada a não ser tristeza, amargura e desilusão com a crueldade desportiva resultante de resultados desportivos. A isto, junto “apenas” o enorme orgulho que sinto pelo que vivi e com quem vivi, mesma da forma como o vivemos e acabou!
Na última jornada (6ª) da 1ª fase da Taça Nacional de Séniores Femininos em Futsal só nos restava golear e no mínimo, empatar a diferença de golos com o 1º classificado (Golpilheira) para assim alcançar o 1º lugar e o acesso às meias-finais da Taça Nacional. A diferença de golos era grande (13) mas a nossa ambição, carácter, querer e determinação também! Foi nos Açores que aterrámos com a ambição de anular essa desvantagem e foi com enorme carácter e determinação que abordámos o jogo. Sabíamos em consciência que teríamos que ganhar por uma vantagem superior a 13 golos e estar atentos ao desenrolar do outro jogo, no continente, onde estava o nosso adversário directo. Ao intervalo 1-7 era o resultado e nos postes da baliza adversária ja tinham batido outras tantas bolas (7). 7 bolas na baliza, 7 bolas no poste e no balneário, ao intervalo, nada mais disse a não ser que ainda acreditava mais que no início e que, no mínimo, teríamos que fazer mais 10 golos. E fizemos mesmo! Nos segundos 20 minutos fizemos mais 10 golos e sofremos outro e quando a 3 minutos do fim do nosso jogo, após terminar o jogo no continente, o nosso resultado era de 2-17, sabíamos que com o resultado do nosso adversário (vitória por 3-0) a diferença de golos era agora de apenas um, o que equivale a dizer que um golo bastaria para festejar! Desculpem não conseguir descrever aqueles minutos pois só quem viu, sente e sentiu, vive e viveu poderá acreditar no que aconteceu. Não faltarei à verdade nem a aumentarei se disser que, durante todo o jogo, a cada 30 segundos criámos e “inventámos” uma situação de finalização e das 17 que foram concretizadas, outras poderiam ter sido!
Após o enorme esforço, coragem, empenho, carácter e determinação ficámos a um golo (!) de festejar a passagem às meias-finais e os momentos que se seguiram não se contam nem escrevem ou descrevem, sentem-se e vivem-se por aqueles (poucos) que tal como nós, se alegram com as vitórias e se entristecem com as derrotas!
A crueldade desportiva tem nos resultados desportivos alcançados através de golos marcados e sofridos esta dura realidade de uns festejarem por um golo, e outros chorarem por um golo...
Descolámos dos Açores, chegámos a Lisboa e algumas horas depois ao Fundão e se estes jogos e estes resultados desportivos não nos matam, que nos façam mais fortes e que sejamos capazes de juntar ao sofrimento individual e próprio de cada um, aprendizagem, conhecimento e a capacidade individual e colectiva intrínseca de encontrar razões para o insucesso, lidando, gerindo e sabendo viver com a ansiedade, a frustração contida no insucesso e a ilusão/ambição não alcançada, melhorando, crescendo e evoluindo, um dia de cada vez...
REFERÊNCIAS:
1. Escreve a Federação Portuguesa de Futebol que, e passo a citar: “Os Torneios Nacionais Inter-Associações integram-se no processo metódico, regular e sistemático de desenvolvimento qualitativo e quantitativo do futebol português”. Ainda não entendi o que há para desenvolver no Futsal Feminino sem Selecções de Futsal Feminino e sem Campeonato Nacional. É que a Taça Nacional é pouco…
2. Depois de uma má colheita, também é preciso semear!
3. Quando o bailarino não sabe dançar, é a sala que está torta. As coisas poderiam correr bem melhor com decisões mais adequadas para cada circunstância específica.
(Este artigo foi escrito e publicado no Jornal "Tribuna Desportiva" na edição de 16 de Janeiro de 2007)
Sábado, para a 5ª Jornada do Campeoanto Nacional de Futsal Futsagres, recebemos a Fundação Jorge Antunes e além de líder invicto da competição sabemos que é por si só um adversário com enorme qualidade individual e colectiva. Mantendo o rendimento da passada semana e procurando não errar (ou errar pouco), estávamos conscientes da nossa qualidade e a ambição era a mesma de sempre – vencer. Ao intervalo 0-1 mas o nosso rendimento competitivo e a nossa intensidade eram notáveis e não estávamos satisfeitos com o resultado. Para a 2ª parte, mantendo tudo de bom que tinhamos feito e corrigindo os erros cometidos, não errando, íamos à procura dos golos. Tivemos um comportamento colectivo e individual notável, de muita qualidade e nunca a Fundação se sentiu cómoda ou confortável, e não dominando, apenas conseguiu controlar porque fomos ambiciosamente organizados, pressionantes e fortes. 1-3 final é o resultado que nos deixa insatisfeitos mas orgulhosos do nosso comportamento, rendimento, ambição, qualidade e organização. Agora, queremos manter esta consistência colectiva de rendimento intenso e concentrado porque assim, vamos ter mais alegrias que tristezas. Se no melhor pano... cai a nódoa, no Sábado, num pano de belíssima qualidade caíram 3 nódoas... e agora poderia estar aqui a falar-vos de outro resultado.
REFERÊNCIAS: