terça-feira, 16 de março de 2010

O (des)equilíbrio do futsal feminino em Portugal e a sua (im)potência.

Hoje proponho um olhar mais atento ao futsal feminino em Portugal. De forma breve, veremos a realidade de cada Associação de Futebol no contexto desportivo do país e apesar da minha breve reflexão final, fique o leitor com o dever de após o que vai ler, fazer a sua própria auto-reflexão/análise. Uma coisa é certa: esta abordagem dá “pano p’ra mangas”.

Na AF Algarve, o Padernense (actual campeão) em 15 jogos alcançou 14 vitórias e um empate, sagrando-se campeão distrital com uma diferença de 15 pontos ao 2º classificado. 7 equipas participaram no Campeonato. Na AF Aveiro, Vilamaiorense e Nova Semente disputam o título entre elas, estando por agora separadas por um ponto. No total, participaram no Campeonato (dividido por duas zonas) 19 equipas. Na AF Braga disputam a competição 16 equipas, entre as quais “apenas” SC Maria da Fonte e FC Vermoim aspiram ao título. Actualmente o Maria da Fonte leva 3 pontos de vantagem sobre o 2º classificado (Vermoim) e 14 pontos sobre o 3º classificado (Vitória SC de Guimarães). Na AF Bragança, o Pioneiros de Bragança tem actualmente 9 pontos de vantagem sobre a 2ª classificada – AR Santo Cristo. Disputam o campeonato 7 equipas. Na nossa AF Castelo Branco, disputam o Campeonato 5 equipas, entre as quais a AD Estação assume o favoritismo, com os resultados que conhecemos e o desequilíbrio que se reconhece. Na AF Coimbra, o Vilaverdense, actual detentor do título distrital, é a principal candidata a nova conquista. Em 17 jogos, soma 49 pontos, mais 6 que o Prodeco-CS Covões (2º classificado) e 13 sobre a 3ª classificada – C. Desportivo Ourentã. Participam na prova 11 equipas. Na AF Évora, entre as 9 participantes, Juventude de Évora e Casa do Benfica de Évora são as mais fortes candidatas à conquista do título distrital. Na AF Leiria, a actual campeã distrital – Golpilheira, tem 4 pontos de vantagem sobre a sua mais séria concorrente – Caranguejeira. 10 equipas disputam a Divisão de Honra e 21 disputam a 1ª Divisão (dividida em duas zonas). No total são 31 as equipas séniores de futsal feminino neste Distrito, com “apenas” duas a lutar pela participação na Taça Nacional. Na AF Lisboa, 3 são as Divisões, num total de 34 equipas séniores (Associação com maior número de equipas séniores de futsal feminino). Na 1ª Divisão (12 equipas), duas equipas aspiram ao título. A Quinta dos Lombos (actual campeã distrital) está em 2º lugar e tem o SL Benfica com 9 pontos de vantagem, sendo expectável que a actual campeã deixe de o ser. Na AF Porto, a 2ª Divisão tem 16 equipas e a 1ª Divisão 13. No total são 29 equipas séniores de futsal feminino. Entre todas, a actual Campeã Nacional de Futsal Feminino (Restauradores Avintenses) sagrou-se campeã distrital a 3 jornadas do fim, contando por vitórias os 21 jogos realizados até ao momento, levando 11 pontos de vantagem sobre a 2ª classificada – Escola de Gondomar. Na AF Santarém, a 2ª Divisão tem 6 equipas e a 1ª Divisão tem 10 equipas, sendo que destas, apenas 2 lutaram pelo título, cabendo o troféu ao Riachense, com apenas 1 ponto de vantagem sobre a anterior detentora do título – Centro de Estudos de Fátima. Provavelmente, este foi o Campeonato Distrital Sénior Feminino mais equilibrado de Portugal. Restrito a duas equipas candidatas ao título, mas equilibrado (!). Na AF Setúbal, 8 equipas disputam o Campeonato mas a vencedora terá um nome: Portugal Cultura e Recreio. A equipa do Seixal tem 6 pontos de vantagem sobre a sua principal adversária: as Águias de São Gabriel. Na AF Viana do Castelo, participam no Campeonato 7 equipas, de entre as quais sobressai a única que ainda não perdeu: Castanheira, que em 1º lugar tem 7 pontos de vantagem sobre a 2ª classificada, Clube Soutelense. Na AF Vila Real, 11 equipas participam no Campeonato, sendo que apenas três se afiguram como reais candidatas ao título: Alves Roçadas (46 pts e única equipa invicta após 18 jornadas), Flaviense (43 pts) e Escola Diogo Cão (41 pts mas mais um jogo). Na AF Viseu, 11 equipas disputam o Campeonato que o Unidos da Estação já venceu, somando 54 pontos, resultado de 18 vitórias em outros tantos jogos realizados, distanciando-se 12 pontos do 2º classificado. No arquipélago, na AF Angra do Heroísmo 8 equipas disputam a competição, das quais o Posto Santo se destaca em 1º lugar. Na AF de Ponta Delgada, apenas 3 equipas militam na competição, sendo que o Santa Clara e o Maia Clube Açores se destacam. Na AF da Guarda, Beja, Portalegre e Madeira, o Futsal Sénior Feminino é simples: não existem quadros competitivos!

Resumindo (e concluindo): existem em Portugal 232 (duzentas e trinta e duas) equipas Séniores de Futsal Feminino, o que significa que estaremos a falar de aproximadamente 3.000 (três mil) atletas séniores federadas inscritas na FPF. E digo aproximadamente pois este número é superior, se a ele acrescentarmos ainda as atletas de Futsal Feminino Júnior. Apesar do que aqui vos apresento retiro de forma muito sucinta duas conclusões: 1ª: há “força humana e potência quantitativa” para criar o Campeonato Nacional Sénior de Futsal Feminino, e tal qual como diz Carlos Godinho, fazendo alusão a um poema brasileiro, “vem vamos embora/ esperar não é saber / quem sabe faz a hora / não espera acontecer”; 2ª: apesar de muitas equipas, o desequilíbrio ao nível da qualidade, desempenho e rendimento é evidente em praticamente todos os distritos, mas mais importante que reconhecer as evidências é reflectir para inverter essas tendências.

REFERÊNCIAS:

  1. Citando Carlos Godinho (Director do departamento de futebol e formação da FPF), “até que a UEFA dê um sinal no sentido da criação de uma competição europeia feminina não estou a ver condições para que a Selecção Nacional de Futsal Feminino volte à competição. É pena mas é a realidade.”

sexta-feira, 12 de março de 2010

Relação desporto escolar – desporto federado

As divergências entre o desporto na escola e o desporto no clube reflectem a desarmonia e descoordenação entre dois sistemas que embora devam seguir vias diferentes, concorrem para o mesmo objectivo – o desenvolvimento do desporto nacional (Teixeira, 2007). Na mesma linha de pensamento, Bento (1991), citado por Silva (2006), refere que não há um desporto pedagógico, puro e educativo na escola e outro não pedagógico, impuro e não educativo no clube; não há um desporto bom que se deve escolher e um desporto mau que se deve rejeitar; são impróprias a dicotomia e a oposição entre clube e escola, entre professor e treinador, entre treino e educação. Na mesma linha de pensamento, Constantino (1996) citado por Silva (2006), refere que a escola e o clube são, apenas, dois momentos de um mesmo objectivo e de uma mesma função. Em suma, cabe a todas as entidades fazer um esforço na mobilização e coordenação dos recursos que lhe são possíveis, no sentido de remover os obstáculos, tendentes a limitar as condições de acesso, das crianças e jovens, ao Desporto Escolar (Silva, 2006). O Desporto Escolar deve promover um lugar de encontro entre a Escola e a comunidade local, de forma a permitir a participação de todos os parceiros sociais no desenvolvimento das suas actividades (Carvalho, 1987, citado por Silva, 2006). Pensamos assim ser importante o Desporto Escolar estabelecer e manter protocolos de colaboração com clubes, federações, autarquias e entidades públicas ou privadas, no sentido de promover e divulgar as suas actividades, convidando a comunidade envolvente a fazer parte dos projectos de uma escola e/ou Agrupamento. Pinto (2003) refere que a Escola não deve disputar o espaço do Desporto Federado porque não prossegue os mesmos objectivos. A base de igualdade em que devem assentar as relações entre o sistema desportivo e o sistema educativo não pode ser configurada, unicamente, num quadro de melhoria da qualidade da prática dos alunos, já que a Escola não reclama a tarefa de formar "campeões". Compete, no universo desportivo português, aos clubes e federações a tarefa de especializar os praticantes, assim como compete, no universo educativo português, a tarefa de proporcionar aos praticantes a prática regular de actividades físicas desportivas orientadas, sem restrição de modalidade. Entendamos assim que existe complementaridade entre o desporto praticado na escola e o desporto praticado fora desta – federado. A problemática, nesta relação, não está tanto na aceitação de um compromisso entre as duas instituições (já que ambos reconhecem essa inevitabilidade), mas está centrada nas funções que cada uma deve assumir no processo de preparação desportiva da criança e do jovem (Silva, 2006). O desporto na escola, seja qual for o seu modelo organizacional, não pode ignorar o movimento federado sob pena de desenvolver um desporto sem sentido (Teixeira, 2007). Deve o Desporto Escolar ser o espaço potenciador e contributivo para o aluno demonstrar capacidades e “talento” para, a nível do clube ou federação, entrar na elite desportiva. Podendo coabitar num espaço comum (a prática de actividade física regular e orientada), o Desporto Escolar e o desporto federado têm, na sua essência, preocupações distintas. É necessária uma efectiva política nacional para o Desporto Escolar, não estando dependente de variáveis circunstanciais ou de verbas disponibilizadas pelo Estado. Precisamos de orientações integradoras de desenvolvimento desportivo concreto, que articuladas ao mais alto nível com entidades públicas ou privadas, desenvolvam o plano desportivo nacional. A diferença entre os dois reside na missão: o Desporto Federado tem como missão o rendimento, o espectáculo e o profissionalismo. O Desporto Escolar deve ter uma missão de educação, generalização, recreação e saúde.

terça-feira, 2 de março de 2010

O futebol e as apostas online

As casas de apostas online, nomeadamente as dedicadas a eventos desportivos, são hoje comuns, conhecidas e frequentemente utilizadas por uma grande maioria da população portuguesa e europeia. O que antigamente se fazia em papel e através de cruzes (totobola), agora faz-se online e ao vivo (com os jogos a decorrer), apostando euros nas vitórias, empates ou derrotas, de uma quase interminável lista de eventos desportivos disponíveis aos apostadores.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional organizou dia 10 de Fevereiro uma conferência sobre as apostas desportivas online, um mercado em expansão mas ainda sem enquadramento legal em Portugal. Neste debate foi abordada a forma como outros países estão a legislar esta matéria, bem como os benefícios de uma regulamentação para este sector.

Em Espanha, o monopólio do estado nos tradicionais jogos de lotarias e das conhecidas “quinelas” gera receitas para o estado de aproximadamente 20 milhões de euros por ano enquanto o sector privado que tem em seu poder a exploração de bingos, casinos, máquinas de diversão e restantes apostas contribui com impostos na ordem dos 2 milhões de euros. Estes valores seriam irrisórios se existisse uma regulamentação para as apostas online que movimentam em Espanha qualquer coisa como 650 milhões de Euros anuais. A Comunidade de Madrid estabeleceu algumas normas para a regulamentação deste mercado mas tem tido como principal entrave o estabelecimento de uma ligação entre a origem do apostador e da casa de apostas. Ainda assim em impostos cobrados em apostas offline a Comunidade de Madrid facturou 11 milhões de Euros no último ano.

Não é nova a abordagem do governo francês ao mundo das apostas desportivas online. Desde de 2006 que o assunto é tema de debate muito devido ao crescimento deste negócio estando iminente a aprovação de uma proposta final que se espera que já esteja em vigor quando se iniciar o Campeonato do Mundo de Futebol. Em traços gerais serão concedidas licenças de 5 anos aos operadores que poderão ser alvo de ajustes.

Durante o debate foi colocada uma questão sobre o envolvimento da UEFA na regulamentação das apostas online onde se ficou a saber que apesar de haver abertura da parte do organismo máximo do futebol europeu não existe neste momento qualquer envolvimento directo. Ficou ainda a saber-se que existem ferramentas online e organismos médicos que ajudam os jogadores compulsivos e que são pagos pelas casas de apostas desportivas a par do que acontece nos EUA onde 2,5 % dos lucros das casas de apostas são canalizados para uma linha de ajuda. Para José Angel Sanchez (director geral do Real Madrid), a importância das casas de apostas no desenvolvimento do desporto é essencial pois estas investem por ano em publicidade directa nas equipas cerca de 300 milhões de euros e 1.000 milhões de Euros em eventos de marketing, para além de que proporcionam uma maior interactividade entre os vários intervenientes, jogadores, adeptos e organizações.

Para Hermínio Loureiro, apesar de Portugal não ser o único país que se encontra num vazio legal no que em relação à regulamentação das apostas online diz respeito, não se compreende a resistência da Santa Casa em não querer que tal aconteça já que no entender do presidente da liga de clubes as ofertas feitas quer pela Santa Casa quer pelas empresas de apostas online são bem diferentes não fazendo umas concorrência às outras. Hermínio Loureiro disse ainda que não à razão para que os clubes se vejam privados de receitas de imagem por não existir uma regulamentação para o sector das apostas desportivas. Segundo o presidente da liga de clubes, uma indústria que dá 6,5 mil milhões de euros em 2008 e que tem uma previsão de quase duplicar esse valor em 2011 não pode ser desperdiçada. Laurentino Dias (Secretário de Estado do desporto em Portugal) afirmou a este propósito que o estado português vai continuar interessado na regulamentação das apostas desportivas mas que vai reflectir esperando também por directivas da comunidade salientando que o histórico de jogos sociais em Portugal não pode ser esquecido pois segundo o secretário de estado ele sempre satisfez as necessidades do público português quer em termos de oferta de serviços quer no apoio a causas sociais.

REFERÊNCIAS:

  1. Actualmente, os jogos sociais que mais receitas originam são jogos online, onde estão incluídas as apostas desportivas online. A nossa Liga de Futebol já foi Bwin e o estado nada ganhou com isso, apenas a Liga de clubes.
  2. Se as casas de apostas online estiverem “registadas” em Portugal, a legislação em vigor implica o pagamento de contribuições ao estado, e se essas contribuições forem de acordo com as receitas, o estado poderia ter nestes “jogos sociais” uma interessante fonte de receita.
  3. Artigo referenciado em futebolfinance.com.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Selecção Nacional – Clube Portugal. A Covilhã sim senhor, mas porquê?

Entre meados de Maio e o início de Junho de 2010, a Covilhã não vai passar despercebida a ninguém. A Selecção Nacional – Clube Portugal vai estagiar na “cidade neve”, na encosta da Serra da Estrela, cidade que fica a aproximadamente 700 metros de altura. Os nossos craques vão treinar na cidade e descansar no Hotel Turismo mas irão pernoitar no Hotel Serra da Estrela, nas Penhas da Saúde, a cerca de 1600 metros de altitude. A preparação para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2010 será feita aqui, em plena cidade, perto de todos mas longe de olhares ou curiosidades. Teremos entre nós a elite do desporto rei e é motivo de orgulho para todos sentir que aqueles pelos quais os nossos corações palpitam de emoção quando o hino se faz ouvir vão estar aqui entre nós. É de todo impossível a cidade e as suas pessoas ficarem indiferentes a esta envolvência que a presença da Selecção vai trazer. O mediatismo vai “entupir” a cidade e teremos entre nós a comunicação social de todo o mundo e em todos os cantos (e cantinhos) do mundo se falará na Covilhã. A cidade, acolhedora por natureza, vai abrir os braços à Selecção e aconchegar, na medida do possível, o trabalho de preparação para a mais importante competição de selecções – o campeonato do Mundo de futebol. O caminho entre Portugal e Joanesburgo passa por aqui – Covilhã.

Contudo, importa perceber qual a razão que levou à escolha da nossa cidade. É comum ouvir-se dizer que “é devido à altura”. Sim, mas como assim? O Dr. Henrique Jones, médico da Selecção considerou que a escolha de estágios em altitude tem por regra o princípio - "viver em altitude e treinar ou jogar mais abaixo". Na Covilhã, a Selecção vai dormir a 1600 metros e treinar a 700m, antes de rumar à zona de Joanesburgo, na África do Sul, onde vai ficar instalada a 1800 metros de altura (na a primeira fase do mundial). Referiu o Dr. Henrique Jones que "o maior rendimento do treino em altitude tem sempre a ver com a regra de 'viver em altitude e treinar ou jogar mais baixo', para não prejudicar a programação do próprio treino em termos de cargas e duração das mesmas", adiantando que este princípio se aplica em especial aos desportos colectivos, como o futebol. “Tal foi preconizado para a selecção nacional, pois passamos grande parte do tempo perto dos 1800 metros e treinamos ou jogamos por volta dos 1000 metros, ou mesmo a nível do mar, como é o caso dos primeiros jogos na África do Sul". Para o Dr. Henrique Jones, as vantagens de estagiar em altitude têm a ver, “sobretudo, com melhor adaptação cardio-respiratória e metabólica e consequente melhor resposta a situações de diminuição da pressão parcial de oxigénio que se verifica a média altitude”. "Os efeitos directos no rendimento dos atletas poderão ser maior facilidade na componente aeróbia do treino e competição, melhor aclimatização em termos de temperatura e humidade, maior adaptação sanguínea e consequente melhor aporte na oxigenação muscular e no processo de controlo cardio-respiratório".

As razões que terão levado os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol a propor a realização de um período inicial de estágio em altitude e a escolha de centro de treinos a determinada altitude, na África do Sul, terão a ver com investigação e recolha de opiniões liderada pelo seleccionador nacional (Carlos Queiroz), para optimizar, em termos fisiológicos, o rendimento desportivo dos atletas aquando da competição. Face às altitudes em causa (média a baixa altitude) não é objectivo grandes transformações metabólicas, mas tão só uma aclimatização gradual e adaptada ao cenário real. “Os períodos de 8, 12 dias de permanência a média altitude já poderão ser significativos nos nossos objectivos”, disse o Dr. Henrique Jones.

REFERÊNCIAS:

  1. Sendo inquestionavelmente importante a presença da Selecção Nacional – Clube Portugal na Covilhã, não nos esqueçamos do seu propósito – treinar e melhorar a sua forma de jogar. Cabe à CIDADE (e todos os seus activos, individuais ou colectivos, públicos ou privados, com ou sem fins lucrativos) rentabilizar a sua envolvência e o seu mediatismo. Para acontecer é importante querer que aconteça.
  2. Porque a excelência não aparece sem paixão, nos próximos tempos a Covilhã tem de passar de “cidade 5 estrelas” a “cidade 10 estrelas”. Penso eu de que.
  3. Que esta iniciativa alargue os horizontes do investimento público-desportivo na cidade. Com as condições naturais que temos (altitude e clima), um Centro de Alto Rendimento assentaria que nem uma luva. Mas o concelho, nem um (!) campo sintético ou um (!) pavilhão municipal tem… (mas isso é estória para outro dia!).